quarta-feira, novembro 28, 2012

Moda E Rebeldia: A Juventude Como Conceito








Após o apogeu dos anos 50, a moda, assim como toda a sociedade ocidental é chacoalhada pela revolução juvenil dos anos 60. Embora os anos 50 tenham marcado o nascimento do rock n’roll, da geração baby boom e do consumismo juvenil, foi na década de 60 que a juventude como conceito e como revolução se consolidou.

Desde os anos 40, grupos de estilo juvenis se formavam em torno das esquinas das grandes metrópoles norte-americanas e européias, à margem da moda e da vida adulta. Quanto mais pesasse a origem minoritária, mais forte era o grupo. Os Zooties nos anos 40 eram jovens da minoria afro-americana que usavam roupas feitas de tecidos caros e acessórios luxuosos que ‘falavam através da roupa’ de sua etnia, sua identidade e sua posição na sociedade.


A estrutura tão organicamente entrelaçada do universo destes grupos,que refletia a visão de mundo e sentimentos que eram expressos na composição do look, constituiu as bases da formulação da ideologia do grupo de estilo.Criaram suas roupas, seus rituais e produziram uma estética própria.
A ideologia representada na composição da roupa reuniu estes jovens em torno de valores compartilhados pelo grupo de estilo e se efetuou concretamente na prática de seus rituais. Sem perspectivas com relação a fins determinados (como objetivos políticos ou projetos sociais), o que importava ao grupo eram os meios,o objetivo é o “estar junto”, o compartilhar a vida cotidiana de acordo com leis e regras de conduta próprias do grupo enquanto comunidade.

Os jovens produziram sua estética e ética comunitária através da sua imagem, ‘sua moda’. Eles produziram seus bens simbólicos, suas roupas, suas práticas sociais cotidianas, seu comportamento, sua música, seus rituais e lazer de acordo com padrões instituídos e caracterizados pelo estilo do grupo,uma forma de diferenciação.

Essa ‘moda’ subversiva, que simboliza uma volta a padrões conceituados e aceitos pela sociedade, funda-se na necessidade de afirmação do grupo enquanto culturalmente independente dos mais velhos, isto é, decorre da necessidade de transgressão e auto-afirmação por parte de uma juventude que se encontra submetida a um sistema de práticas e valores, social e economicamente padronizado, criado por gerações que os antecederam.

Até a primeira metade do século XX,os adolescentes vestiam-se como crianças até mais ou menos 14 anos e depois eram vestidos como mini-adultos. A partir da geração baby boom, a juventude consolidou-se como fenômeno, não apenas pela sua representatividade social, mas, sobretudo pelo impacto comercial causado pela instauração de um novo agente e uma nova forma de consumo:o consumo juvenil,o jovem como consumidor foi um fenômeno não apenas na geração de uma enorme demanda, mas principalmente porque a cultura juvenil de consumo passou a “criar, produzir” bens simbólicos que reestruturaram, entre outros sistemas, a moda.

Contudo, nem a moda possui uma absoluta autonomia existencial, nem tampouco é produto exclusivo do mercado e do capital.A moda é a vitrine da evolução das sociedades ocidentais, espelha tanto a ostentação dos centros mais poderosos quanto reflete a inquietude dos excluídos.Veste a sociedade de si mesma, de sua evolução tecnológica, de sua sexualidade, de sua pobreza, de suas guerras e dos significados do imediato, do presente que dificilmente conseguimos alcançar e por isso, talvez, se siga a moda, por esse sentir que não mais alcançamos o nosso tempo.

Quando Mary Quant “inventou” a mini saia, sua preocupação era que as garotas de sua idade não se ‘parecessem com suas avós’. Enquanto muitos na década de 60 viam a elegância e femininidade nos anos 50 com olhos ainda maravilhados, os jovens viam com outros olhos achavam a moda conservadora, classe média e muito, muito velha Quant, que não era bitolada queria que as garotas mantivessem seu charme juvenil ao invés de se tornaram ‘feias e chatas’ como a maioria dos adultos, ela começou a desenhar seus modelos ainda nos anos 50, seus vestidos curtos e folgados e sueters apertados lembravam os uniformes das colegiais e era o que o que os jovens queriam perecer-se com o que realmente são.

A imagem de juventude decisivamente ganhou o mercado a partir da década de 40. Não importava se você era adulto, mas deveria parecer jovem. Entre os jovens ‘de fato’, a idéia de acúmulo de propriedade que é tipicamente adulta, cedia lugar ao hedonismo adolescente. A idéia era curtir a vida ao máximo e isso significava também, consumir ao máximo.
Não demorou a se formar um nicho de mercado voltado ao jovem, com a moda encabeçando tendências de consumo.Não apenas o jovem queria parecer jovem, mas os adultos, a sociedade em geral passou desejar vorazmente o mesmo. Adolescentes não queriam, como em décadas anteriores, parecer com suas mães. Agora as mães queriam parecer com as filhas.
Em pleno século XXI a moda continua tendo a juventude como referencial estético e de atitude, contudo, é o conceito de juventude que é reformulado nos anos 90.


terça-feira, setembro 18, 2012

2013 - O azul é o novo preto.




         

            O azul está em alta – ou, para usar uma piadinha recorrente da moda, o azul é o novo preto. E tem regra de uso?
            É claro que tem: para escolher o matiz certo, é preciso dar uma aposentada temporária nos clarinhos, economizar nos escuros e acertar a mão no azul klein, ou bic, aquele que parece ser o último momento em que a cor acende antes de se tornar azul marinho. 

          A cor ganhou esse nome pois teve origem nos trabalhos do artista francês Yves Klein.
Suas pinturas tornaram-se quase exclusivamente produzidas em um matiz azul intenso que ele patenteouInternational Klein Blue.
          Na hora de escolher a peça para compor um look com o azul Klein, prefira usar apenas um item com a cor, combinada com jeans ou peças de cor preta, branco ou nude.


         Se a peça for inteira, como um jumpsuit (macacão) combine com um acessório preto, cinza, nude ou até mesmo de uma cor diferente para dar um toque de ousadia.

O azul bic é o "tom tem que ter" do momento! Invista você também e arrase.
Bjos, Alziraa.

terça-feira, agosto 21, 2012

SAIAS!!!!

Há quem ame, há quem não viva sem, há quem não goste e há quem não sabe usar.



Isso mesmo, algumas mulheres têm dúvidas de como usar, com que peça combinar ou "meu corpo não combina com saias."

Faça-me um favor, todas ficam lindas com saias, basta escolher a que você mais gosta, o comprimento certo que te valoriza mais.

Aqui vai umas dicas e os tipos de saias:


Saia Mídi:

Retorna como grande aposta para esta estação. Perfeita para um inverno não muito rigoroso, esta peça fica perfeita quando combinada com sapatos de bico fino e saltos grossos que dão maior sustentação ao corpo.


Como usar:

           *Saia mídi para quem tem coxa grossa

     O melhor modelo é a saia evasê, que disfarça a grossura da coxa e destaca a parte mais fina das pernas, por ficar na altura dos joelhos. Se quiser usar com meia-calça, prefira as mais scuras, lisas e opacas. Sapatos de salto ou anabela são muito bem-vindos.
      
           *Saia midi para quem tem quadril largo

      Fique com a reta, a evasê ou a godê, que caem bem em quase todos os tipos de corpo. Em dias frios, prefira vestir meia-calça escura e discreta. Na parte de cima, use blusas com decotes amplos, para equilibrar a largura dos quadris.

          *Saia midi para quem tem pernas finas
         Invista no modelo evasê ou reto, que marque a cintura, e de preferência na cor clara. Se quiser usar meia-calça, opte por tons mais claros também, para ter a impressão de pernas mais grossas. Se preferir botas, opte pelas de cano longo.

            *Saia midi para magras
        Fique com o modelo evasê, de cintura baixa e com pregas para dar a ilusão de aumento de volume na região. Estampas em fundo claro com temas grandes também são indicadas. Para tecido, opte pelos finos e soltos que deixam o look mais feminino




Saia lápis

        Talvez um dos modelos mais utilizados, principalmente por quem trabalha com traje social, esse modelo vem ajustado no corpo - se afunilando próximo aos joelhos -, sendo a tradicional nessa mesma altura e com uma fenda discreta atrás, para facilitar os movimentos.
        Mas atualmente vemos modelos um pouco mais compridos ou mais curtos, com fendas na frente, e com cintura mais alta e mais baixa. A peça realça os quadris, valorizando e criando curvas, então para quem quiser ter mais firmeza, utilize peças de tecidos mais grossos, como a sarja. 



Saia em "A" ou evasê

        O modelo leva o nome de em "A", por ter o formato da letra. Ele desce abrindo a partir da cintura, mais ampla na parte de baixo. Ela é ótima para disfarçar o quadril, já que é mais larguinha nessa região.



Saia tulipa

            Nesse modelo de saia as pregas ficam na parte do cós, e somem ao longo do comprimento, criando um certo volume a peça. Ideal para quem não tem muito quadril e é magrinha, pois cria volume na parte de baixo. Alie a peça a uma parte de cima mais sequinha.



Saia reta
Esse modelo de saia, como o próprio nome diz, vem reto do quadril até a barra, tendo sua modelagem em forma de tubo e ajustada à cintura por meio de pences. Um ótimo tipo de saia para todos os tipos de corpo. Além de, claro, ser considerada uma peça clássica.





Saia Godê
         Modelo de saia que ficou famoso nos anos 50, com o estilo Dior, ela é rodada e com bastante volume, criando um efeito rodado. Ótima para quem não tem muito quadril, e para disfarçar ombros largos.  
       Para quem tem o quadril mais largo, é só tomar cuidado com o modelo dessa saia, optando por um menos rodado, sendo ótimo também para as cheiinhas.




Saia Envelope

Esse é aquele modelo em que uma parte de tecido se sobrepõem à outra ao fechar, por meio de botão, laço ou algo do gênero. Muitos de seus modelos são ótimos para disfarçar o quadril também, desde que com o modelo correto. O ideal é usar a saia no tamanho certo, para que não sobre, nem aperte demais, pois nós que determinamos a medida da saia ao fechar. Gosto da ideia da blusa por dentro desse modelo de saia, como nos exemplos abaixo.



Então, espero que tenham gostado.
E me digam, qual(is) seu(s) modelo(s) favorito(s)???

segunda-feira, julho 02, 2012

Sneakers

             



              Além de serem amigos dos pés das mulheres, os tênis femininos são uma grande tendência na moda de 2012.
              Muitas mulheres já aderiram o tênis como parte do seu look diário.são uma febre, com isso marcas estão ampliando a fabricação de diferentes modelos para o público feminino.

             São inúmeras cores e modelos, que podem ser acompanhados de calças, shorts, saias e até vestidos. Para cada ocasião um tênis e para cada tênis diversos looks.  


(é a minha cara)  


            Você pode optar pelos casuais apropriados para a rotina e os de performance para praticar exercícios físicos e esportes.


            Diferente do Oxford, o tênis deixa o visual mais leve e despojado e com certeza esportivo.


E você, vai aderir??

Bjos, Alziraa.

quarta-feira, maio 30, 2012

Caveira, caveirinha, caveirão.


           Lembro de quando era criança e a moda de caveira estava super em alta. Amava aquela coisa meio heavy metal, visual pesado. Bom, as caveiras estão de volta! Graças ao Bom Deus!!!!
          Elas vieram com uma roupagem mais romântica, por assim dizer. As caveiras deixaram de ser algo da galera do rock e está no auge da sua popularização.

     

            As caveiras estão em todos os lugares, anéis, roupas, bolsas, brincos, lenços, tênis e até nos sapatos!

       
          O "caveirismo", como está sendo chamada essa tendência, trouxe muitas novidades, agora não é apenas o formato ósseo do rosto, mas de outras partes do corpo também.



         

Pois é, fico super feliz que as caveirinhas tenham voltado com tudo. Espero que vc's tenham gostado. 
E aí vai mais alguns acessórios.

         (eu quero!!)


           
                   (amei!)

Bjos, Alziraa.

terça-feira, maio 22, 2012

Mini Blusas

       




        Por si só, as chamadas "mini blusas" já excluem uma parcela considerável das mulheres.
         No meu ponto de vista, é uma moda que deveria ter ficado no passado, mas fazer o quê? Nem tudo é perfeito.
        Essa moda exigi um bom físico e “barriguinhas” enxutas. Também conhecidas como “cropped top” ou “cropped t-shirts”, elas chegam em versões edgy e propostas mais românticas e ainda sensuais.
        Barriguinhas de fora nunca foram muito bem aceitas pelos fashionistas, mas, desde que começaram a aparecer nas passarelas, estão ganhando destaque no mundo da moda.
     








         Sem grandes renovações, elas chegam com o comprimento encurtado acima do umbigo e, em geral, com formas mais amplas – salvas exceções já mencionadas que seguem como bustiês. Assim, são peças que além de facilmente encontradas no mercado, podem ser reproduzidas por você mesma em casa ou pela sua fiel costureira. 


        

Para tal, basta aproveitar aquela camiseta preferida que você já estava aposentando, usando somente em casa ou aquela que roubava do namorado, vesti-la e passar a tesoura na barra podendo finalizar o look com a máquina ou mantendo o efeito trashy ajustando também as mangas e deixando o acabamento por fazer!        Tenho certeza que a primeira coisa que vêm à cabeça quando se fala em barriga de fora é "Nossa! Que vulgar!", mas quando temos o look pronto percebemos que não é tão ruim assim (pra quem gosta).
        Não sou uma adepta, logo porque o físico não colabora. Mas tem quem goste, e se você gosta faça bom uso!


      E aqui vai dicas valiosas:
*Fique longe de calças, saias e shorts justos e de cintura baixa.
*A ideia é combinar a cintura alta com blusas mais curtinhas, mostrando esse pedaço da barriga (acima do umbigo) que costuma até ser o mais magrinho - o que deixa a tendência mais democrática!
*Aposte em saias, calças e shorts mais larguinhos: assim, seu look fica com uma cara mais descontraída, longe do vulgar!









Bjos, Alziraa.

sábado, abril 07, 2012

Oxford


Originalmente encontrado no guarda-roupa masculino, o sapato oxford foi adaptado para a mulher, ganhando versões de salto alto, cores e estampas bem femininas e também materiais diferenciados.

O nome do modelo se deve ao sapato utilizado pelos estudantes da Universidade de Oxford, na Inglatera em 1640. Caracterizado por ser totalmente fechado e com amarrações de cadarço.



Coco Chanel foi a grande precursora da idéia de lançar roupas femininas adaptadas do guarda-roupa masculino. Depois disso, foram se acabando as regras para masculino e feminino.



Você sabe como usar um Oxford????

O sapato Oxford feminino rasteirinho, é perfeito para o dia-a-dia, pois é muito confortável, o que é outra característica do Oxford. Esse modelo pode ser combinado com calças skin dobradas no tornozelo, jeans ou não, e blusinhas sequinhas básicas. Com vestidos, meia calça, saia curtinha, entre outros.






Oxford de salto alto, fica melhor com roupas mais clássicas, como por exemplo, um tylerzinho e saia secretária. Vestido tubinho na altura do joelho também é uma boa combinação.





Aqui vai alguns bons exemplos de combinações:


1. Oxford com saia





2. Oxford com vestido 



3. Oxford com short




4. Oxford com calça




5. Oxford com meia-calça


6. Oxford com meia de cano alto



7. Oxford com meia de cano curto






Espero que gostem das dicas.

Bjos, Alziraa.

domingo, fevereiro 26, 2012

Lábios Violentos




Já ouviu falar da tatuagem para lábios? Sim, a Violent Lips lançou a novidade que está bombando! Tem tatuagens para lábios de todos os tipos e estampas que vão desde as opções pink, vermelhas, de oncinha, bolinha e muitas outras!



Para aplicar, é só posicionar a tatuagem nos lábios, molhar levemente com água e retirar o papel. Simples, né? O pacote que vem com três unidades sai por US$ 14,95. No site da marca, dá para conferir mais modelos de tatuagem para lábios!























E aí, quem tem coragem de usar???